quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Serestas

Serestas e Modinhas
Seresta foi um nome surgido no século 20, no Rio de Janeiro,
para rebatizar a mais antiga tradição de cantoria popular das
cidades: a serenata. Ato de cantar canções de caráter
sentimental a noite, pelas ruas, com parada obrigatória diante
das casas das namoradas, a serenata já apareceria descrita em
1505 em Portugal por Gil Vicente na farsa Quem tem farelos? No Brasil, o costume das serenatas seria referido pelo viajante
francês Le Gentil de la Barbinais, de passagem por Salvador em
1717, ao contar em seu livro Nouveau voyage autour du monde
que "à noite só se ouviam os tristes acordes das violas", tocadas
por portugueses (espadas escondidas sob os camisolões) a
passear "debaixo dos balcões de suas amadas" cantando, de
instrumento em punho, com "voz ridiculamente terna".
Modinha é um tipo de composição musical cuja

denominação é atribuída a Domingos Caldas Barbosa.
A modinha é considerada o primeiro gênero de música popular
brasileira. Por volta do século XVII já se ouvia pelas ruas da
Bahia uma música tocada na viola com marcação em staccato
que tinha letra de caráter pagão.
Algumas músicas seresteiras: A casinha da colina, A deusa da
minha rua, A namorada que sonhei, A noite do meu bem, A
saudade mata a gente, A última canção, Adeus, Além, Alguém
como tu, Amendoim torradinho, Amo-te muito, As rosas não
falam, Ave Maria (V. Paiva), Azulão, Balada triste, Bar de noite,
Bom dia tristeza, Brasileirinho. Cabecinha no ombro, Canção da manhã feliz, Canção da volta,
Canção de amor, Cansei de ilusões, Carinhoso, Castigo (D. Duran), Chalana, Chão de estrelas, Choro chorão, Chove lá fora, Chuvas
de verão, Cinco letras que choram (Adeus), Conceição, Cordas
de aço, Da cor do pecado, Dá-me tuas mãos, De cigarro em
cigarro, Dó-ré-mi, Dos meu braços não sairás, Duas contas,
É a ti flor do céu, Ébrio, Esmeralda, Eu sou a outra. Favela,
Fim de caso, Franqueza, Garoto da rua, Gente humilde, Graças
a Deus, Helena, Helena, Helena, Índia, Ingênuo, Lama, Laura,
Lembranças, Linda flor, Malandrinha, Mané fogueteiro, Manias,
Maria dos meus pecados, Matriz ou filial, Memórias do Café Nice, Mensagem, Meu mundo caiu, Meu primeiro amor (Lejania), Minha
rainha, Modinha, Molambo, Mulher. Nada além, Naquela mesa, Neste mesmo lugar, Ninguém me ama,
Noite cheia de estrelas, Nossos momentos, Número um, Joga a
rede no mar, Meu nome é ninguém, O mundo é um moinho, O
trovador, Ouça, Patativa, Perdido de amor, Porta aberta, Pra
você, Prece ao vento, Quem é?, Quem sabe?, Quero beijar-te as
mãos, Ronda, Rosa, Rosa de Maio. Saia do caminho, Samba
quadrado, Serenata do adeus, Serra da Boa Esperança,
Sertaneja, Suas mãos, Tango pra Tereza, Ternura antiga,
Travessia, Tudo acabado, Tudo ou nada, Vida de bailarina, Violão,
Violões em funeral. Em diversas regiões brasileiras, numa roda de seresta
"dá de tudo", inclusive músicas cômicas: Ai! Minha mãe, Alecrim, Azul da cor do mar, Balada Número 7-
Mané Garrincha, Boneca cobiçada, Calúnias - Telma eu não sou
gay, Caminhando (Prá não dizer que não falei das flores), Chuva
de prata, Como uma onda (Zen surfismo), Cuitelinho, De volta pro aconchego, Enquanto houver saudade, Eu nunca mais vou te
esquecer, Falando sério, Fiz a cama na varanda, Fogo e paixão,
Foi Deus quem fez você, Frevo mulher, Gostoso demais, Hoje, Kalu. Marylou, Memórias, Moça, Mon amour, meu bem, ma femme,
Na rua, na chuva, na fazenda, Nesta rua, Nossa canção, Nuvem passageira, O menino de Braçanã, O moço velho, O patrão nosso
de cada dia, Peixe vivo, Preta Pretinha, Que pena, Rosa de
Hiroshima, Sangue latino, Sereno, Sintonia, Sobradinho, Tudo
passará, Um dia de domingo, Um jeito estúpido de te amar,
Viagem, Vira virou, Whisky a go go. Até mesmo as música de Ary Toledo e dos Mamonas são
lembradas nas Serestas, por conta de interpretações
humorísticas.

Nenhum comentário: